PCr do DF e APEF participam do I Seminário Internacional de Arte e Educação Prisional em Florianópolis

Nos dias 30 e 31 de maio de 2017 aconteceu na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) em Florianópolis o I Seminário Internacional de Arte e Educação Prisional-SIAEP. O evento foi organizado pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB-UDESC), pela Faculdade de Educação (FAED-UDESC) e Centro de Artes (CEART-UDESC), com o propósito de discutir os desafios e as novas perspectivas para a pesquisa em Ciências Humanas e Sociais e Direitos Humanos em prisões.

A Pastoral Carcerária do Distrito Federal esteve representada no SIAEP pela participação do Presidente e da Secretária da Associação de Apoio aos Presos, Egressos e Familiares – APEF, antigo GCEP, Bruno Gonçalves Pereira de Lima e Êrika Barretto Fernandes Cruvinel, em viagem custeada com recursos próprios dos participantes.

Na oportunidade o Presidente da APEF,  Bruno Gonçalves, apresentou o trabalho “A educação no sistema prisional: o caminho para a ressocialização, apenas uma contribuição para diminuir a ociosidade nas cadeias ou um faz de conta que há cumprimento da lei de execuções penais (LEP)?”. A secretária da APEF, Êrika Fernandes Cruvinel, apresentou a sua experiência com Educação Profissional, Arte-Identidade e Biodanza em trabalho realizado na Penitenciária Feminina do Distrito Federal-PFDF.

O DF esteve representado também pelos professores do Instituto Federal de Brasília-IFB, Sérgio Mariani, Crisonéia Nonata Santos e Maria Cristina Madeira. Eles apresentaram a experiência do IFB com o Programa Mulheres Mil na PFDF.

Para Bruno Gonçalves, a participação da Pastoral Carcerária do DF no SIAEP foi importante, pois a troca de experiências com a profissionais de diversas áreas que atuam nas mais diversas unidades prisionais do Brasil serve como baluarte para que mudanças seja feitas na gestão das unidades. O Presidente da APEF ressalta ainda que ficou bastante claro, nas mais diversas falas do evento, que a educação ofertada nas unidades prisionais não passam de mero cumprimento legal e de processo de escolarização. Frisa, Bruno Gonçalves, que é necessária políticas públicas específicas para a educação nas prisões, o modelo tradicional não atende as necessidades dos que se encontram no cárcere.

Na opinião de Êrika Fernandes Cruvinel a participação da Pastoral possibilitou conhecer experiências exitosas no Brasil e no exterior, e aumentou a motivação para a realização de ações de evangelização e educativas nas unidades do Sistema Prisional do DF.